Ele passou as mãos molhadas nas minha costas. Eu passei as mãos molhadas nas costas dele. Ele afastou a boca da minha, depois deitou a cabeça no meu ombro. Meu coração batia, batia, ele podia ouvir. O coração dele batia, batia, escutei quando deitei a cabeça no seu ombro. Eu fiquei passando as mãos nas costas dele. Não sei quanto tempo durou. Sei que de repente a gente se afastou e, olhando um pro outro, começamos a rir feito loucos outra vez. (Caio Fernando Abreu)